Segundo a categoria, 90% dos docentes aderiram ao movimento em Belém.
Paralisação de 24h ocorre em universiaddes federais de todo país
Professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) paralisaram as atividades nesta quarta-feira (22). Segundo a categoria, 90% dos docentes, em Belém, aderiram ao movimento, que ocorreu em todo país.
A suspensão das atividades durante 24h busca faz parte da Jornada Nacional de Lutas que ocorre até dia 24, com panfletagens, mobilizações e debates sobre a carreira docente nas universidades federais.
Segundo a categoria, as atividades são formas de pressionar o governo federal para retomar uma agenda de negociações, sobretudo no que diz respeito às distorções criadas pela Lei 12.772/2012. Na avaliação do movimento docente, a lei desestrutura a carreira, modifica as atividades compatíveis com o Regime de Dedicação Exclusiva e não garante isonomia entre os diversos professores.
Vera Jacob, diretora-geral da Adufpa. (Foto: Paula Sampaio/ O Liberal)"A lei cria um fosso remuneratório, entre níveis e classes, sem critérios. Por exemplo, a progressão da Classe Adjunto 4 para Associado 1 garante um salto de 30% no salário, enquanto que a diferença na remuneração entre Assistente 1 e 2 é menor que 1%", explica a diretoria-geral da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), Vera Jacob.
Segundo a diretora, outro problema apontado pelos docentes na lei é a possibilidade de realização de concursos públicos para professores das universidades federais com a exigência apenas do título de graduação. "Na avaliação da Adufpa, isso ataca fortemente o tripé ensino, pesquisa e extensão, desrespeita a Lei de Diretrizes e Bases(LDB), que estabelece a pós-graduação como critério para o magistério no ensino superior, e compromete a qualidade dos cursos ofertados pelas instituições de ensino superior", critica Jacob.
Na UFPA, a categoria vai reivindicar a ampliação do quadro docente efetivo e a contratação imediata de professores substitutos, além de protestar contra as dificuldades impostas pela reitoria para liberar os professores para fazer pós-graduação.
Após a paralisação, os docentes das universidades federais irão avaliar o movimento na reunião que ocorrerá nos dias 24 e 25 de maio, em Brasília, quando os professores irão definir os próximos encaminhamentos e mobilizações da categoria.
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